Envolvidos no caso AMA/Comurb terão bens indisponibilizados
Lino Ramos
De Londrina
O promotor Cláudio Esteves, que investiga denúncias de irregularidades na administração municipal, disse ontem que ao final das investigações o Ministério Público irá pedir a indisponibilidade dos bens de todas as pessoas consideradas responsáveis pelo desvio de recursos dos cofres da Prefeitura de Londrina. Ontem de manhã Esteves se reuniu com os promotores Bruno Galatti e Solange Novaes Vicentin, que também trabalham nas investigações, para definir novos depoimentos a ser tomados e a solicitação de documentos que possam esclarecer as irregularidades.
Ainda não há previsão de quando as investigações serão concluídas e nem quantas pessoas serão denunciadas, mas a indisponibilidade dos bens das pessoas envolvidas é irreversível. Isso é absolutamente certo. Um dos objetivos do Ministério Público é ressarcir os cofres públicos, resumiu Esteves.
As investigações feitas até agora revelam um desvio de R$ 15 milhões envolvendo principalmente a Autarquia Municipal do Ambiente (AMA) e Companhia Municipal de Urbanização (Comurb). Os promotores já têm informações que indicam por onde circulou parte dos recursos desviados com o artifício de contratos e serviços fraudulentos.
Ontem o presidente da AMA, Rubens Canizares, entregou à Promotoria de Defesa do Patrimônio Público documentos revelando o uso do nome de empresas honestas para o desvio de R$ 125 mil da autarquia. O esquema ocorreu no primeiro semestre de 99, quando o ex-presidente da AMA era Mauro Maggi. Em entrevista à imprensa, Maggi negou ser responsável pelas irregularidades. Uma das notas falsas foi emitida em março de 99 usando indevidamente o nome da Roterpa, Construtora de Obras de Londrina. Foi lançado um valor de R$ 8.700,00 para a colocação de 1.500 lixeiras na cidade. Já está provado que a compra das supostas lixeiras também não passou de uma farsa.
Ontem, a Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara de vereadores, criada para apurar as denúncias na administração pública ouviu os membros do conselho fiscal e parte dos membros do comselho de administração da companhia. O ex-presidente da Comurb, Kakunen Kyosen, foi convocado e não apareceu. Ele deve ser chamado para depor no dia nove.





