Luciana Pombo
De Curitiba
As primeiras intimações para depoimento oficial de testemunhas no inquérito que está investigando a morte do soldado Diogo Moreira Camargo, de 27 anos, que pertencia a P2, serviço reservado da Polícia Militar, começam a ser expedidas a partir de hoje. Segundo o capitão Getúlio Pereira, do Batalhão Policial de Guarda dos Presídios (BPGP), que está presidindo o inquérito, a intenção é ouvir, antes, todas as pessoas que estavam em serviço no dia da morte do soldado. Depois, deverão prestar depoimento os comandantes da operação, os cidadãos que viram ou ouviram o tiroteio e as vítimas - os dois sargentos acusados de assassinato.
Diogo Camargo foi morto por dois sargentos da Polícia Militar durante uma perseguição policial no bairro Sítio Cercado, em Curitiba. Ele e outro soldado tinham pedido reforço policial após prender um homem acusado de integrar uma quadrilha de ladrões de carros.
Os sargentos Maciel Emílio Halseski e Manoel de Oliveira Neves foram afastados das suas funções e estão passando por um acompanhamento psicológico no quartel da Polícia Militar.

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