Curitiba A Polícia Civil apresentou ontem cinco pessoas envolvidas na morte do investigador Luiz Gonzaga dos Santos, ocorrido no último dia 6, em Colombo, Região Metropolitana de Curitiba. Segundo a polícia, o investigador foi assassinado com sete tiros, durante a tentativa de soltar dois presos que estavam na delegacia central. Todas as prisões foram efetuadas na quarta-feira passada, dia 9. Além de revólveres, carros e cheques roubados, foi encontrada uma granada com os acusados. Os cinco foram apresentados pelo delegado-geral da Polícia Civil, Jorge Azôr Pinto.
No dia do crime, a polícia especulava que ele havia sido assassinado quando, ao ser chamado, abriu a porta da delegacia. Contudo, segundo o delegado do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), Marcus Michelleto, o investigador abriu a porta para que Sirlei Pereira, mãe do preso Paulo Giovani, levasse comida para seu filho.
Enquanto Sirlei Pereira saía, segundo a versão da polícia, Emerson Brandão, 26 anos, Paulo de Mattos, 18 anos, e Daniel Alves Ferreira, único que ainda está foragido, tentaram render o policial. Participaram também da ação Márcio Inácio Peixoto, 29 anos, e um adolescente de 16 anos.
Sirlei confessou que ajudou os demais porque eles afirmaram que iam soltar seu filho. Mas, de acordo com que os acusados relataram, o objetivo era libertar Hamilton da Silva, 25 anos, e Marcelo de Oliveira, 23 anos, em troca de R$ 25 mil prometido pelo segundo. Depois, eles iriam praticar um assalto, provavelmente em um banco no Interior do Estado e que renderia aproximadamente R$ 100 mil.
Toda a operação teria sido planejada por meio de um celular que estaria na carceragem com Silva. O delegado do Cope disse que duas operações pente-fino haviam sido feitas na carceragem em busca do aparelho, mas nada havia sido encontrado.
De acordo com a polícia, quando a quadrilha tentou entrar na delegacia Gonzaga tentou impedir e tomou o primeiro tiro. Daí, segundo relatou o delegado da Furtos e Roubos de Curitiba, Rubens Recalcati (que também participou das investigações), ele conseguiu trancar novamente a porta. Porém, como a porta é de vidro, ele acabou levando outros tiros. Depois que os acusados fugiram, o investigador tentou pedir ajuda, mas morreu na calçada. A polícia ainda não sabe como eles conseguiram a granada.
Gonzaga foi morto quando fazia plantão sozinho em um domingo na delegacia central de Colombo, que abriga 31 presos. O investigador estava cumprindo seu último plantão porque iria se licenciar para se candidatar a vereador em Curitiba. Na hora do crime não havia nenhum estabelecimento comercial aberto perto da delegacia.

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