A Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) deve realizar hoje o julgamento disciplinar dos 96 presos que envolvidos na rebelião do último dia 13. Funcionários da PEL integram a Comissão Disciplinar (CD) encarregada de julgar os presos, mas não têm acesso ao local onde se realiza a sessão.
O julgamento disciplinar é comum e acontece semanalmente, com o objetivo de fazer valer as regras existentes no sistema penitenciário. A informação é do diretor Dyson Ferreira de Pinho. Segundo ele, as faltas cometidas pelos internos chegam até a comissão em forma de relatório, colhido pelos agentes penitenciários. Ainda de acordo com Dyson, o preso não participa do próprio julgamento porque ‘‘pode tumultuar’’, mas ‘‘têm advogado de defesa.’’
Os internos, segundo informou o diretor, podem ser enquadrados em sanções leves, médias ou graves, ‘‘mas podem ser absolvidos também’’. Proibição de visitas, isolamento e transferência para outras penitenciárias são as penas mais comuns.
Conforme declarações de Gelson Gil, integrante da Comissão Carcerária, os presos enquadrados em penalidades pela comissão, relatam que são lesados. ‘‘O ideal seria que pudessemos assistir ao julgamento, para podermos opinar ou sugerir quanto ao procedimento’’, disse Gil.

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