Envolvidos em intoxicação serão ouvidos
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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Carolina Gabardo Belo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente vai ouvir durante esta semana todos os envolvidos no caso de intoxicação ocorrido na última quinta-feira, na Vila Torres. Treze pessoas que trabalham em um barracão de reciclagem e outros quatro funcionários da Unidade de Saúde do Capanema se intoxicaram com um pó ainda não identificado. Eles se intoxicaram ao abrir uma sacola que continha pó amarelo.
De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), serão chamados pela delegada Leonídia Raquel de Macedo Loiola o proprietário do barracão, os funcionários do local, os bombeiros que atenderam a ocorrência e os atendentes da Unidade de Saúde. A delegada pretende ainda identificar o catador de materiais recicláveis que coletou o produto tóxico e descobrir em que local ele estava.
Uma amostra do material foi encaminhada na última sexta-feira ao Instituto de Criminalística. Porém, como o órgão não possui estrutura adequada para a análise, a pesquisa será realizada em um local ainda não definido. Uma das opções é o Instituto Médico Legal (IML).
Ainda não há um prazo para a finalização do estudo. O diretor administrativo do Instituto de Criminalística, Márcio Borges, afirma que o produto pode ser um tipo de agrotóxico. "Material radioativo não é, senão já teríamos vítimas fatais", adianta.
"A paciente em estado mais severo veio até a unidade acompanhada de sua mãe. Trouxeram uma amostra em um frasco de remédio e o pessoal abriu com a curiosidade natural de ver qual era a substância", contou o médico Romeu Bertol, que também participou do atendimento às pessoas que tiveram contato com o pó, na semana passada.
Sintomas
O proprietário do barracão, Valdemiro Marçal, afirmou que produto chegou ao barracão em um pacote fechado, por meio de um caminhão que vende materiais recicláveis. Quando a embalagem foi aberta, 13 das 19 pessoas que estavam no local começaram a apresentar sintomas de náusea, lacrimejamento e dificuldade respiratória. Marçal não sabe de onde o produto pode ter vindo. "Trabalho há oito anos no depósito e nunca tive este tipo de problema".
A partir desse episódio, a Secretaria Municipal de Saúde pretende realizar uma série de ações preventivas direcionada aos trabalhadores que possuem contato com materiais recicláveis. "Queremos evitar futuros problemas iguais a esse", afirma Sezifredo Paz, do Centro de Saúde Ambiental. A iniciativa ainda está em fase de planejamento.


