Envolvidos em assalto são apresentados
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quarta-feira, 24 de dezembro de 1997
Valmir Denardin Foz do Iguaçu 
Ney de SouzaSem entrevistaCarlos Fernandes e Odair José Vieira ao serem apresentados à imprensa ontem pela polícia de Foz do IguaçuA Polícia Civil de Foz do Iguaçu apresentou ontem dois homens que estavam presos desde o final da semana passada e são acusados de integrar a quadrilha que, no último dia 14, roubou quase R$ 1 milhão da empresa de transporte de valores TGV. Foi o maior assalto dos últimos anos no Oeste. Outros dez assaltantes continuam foragidos.
Odair José Vieira Silveira, de 20 anos, foi preso quinta-feira, em Foz do Iguaçu. Carlos Roney Fernandes, de 33, apontado pela polícia como chefe da quadrilha, foi preso no sábado, em Curitiba, onde mora. Segundo o delegado chefe da 6ª Subdivisão Policial (SDP), Luís Carlos de Oliveira, sete integrantes seriam de Foz e os outros cinco, de Curitiba.
Ao serem apresentados à imprensa, ontem à tarde, os dois presos se recusaram a dar entrevista. De acordo com o delegado, em depoimento eles confessaram participação no crime. Fernandes também foi reconhecido por um dos vigias que estavam na empresa no dia do assalto.
O delegado disse que um detalhe ajudou a polícia na prisão de Carlos Fernandes. Ele é portador de vitiligo (doença que provoca manchas esbranquiçadas na pele). Para evitar um possível reconhecimento devido ao vitiligo, mais presente em suas mãos, durante as quase dez horas que durou o assalto Fernandes usou luvas.
Apesar de estar de luvas, ele não usava máscara para esconder o rosto, o que nos levou a suspeitar que isso poderia ser uma pista, afirmou Oliveira. A ficha policial dos dois presos ainda está sendo levantada mas, segundo o delegado, Fernandes lidera uma quadrilha responsável por vários roubos em Curitiba, inclusive a carros-fortes. Odair Silveira seria autor de dois assassinatos, quando ainda era menor de idade.
Dos R$ 994,23 mil roubados da empresa, a polícia recuperou R$ 13 mil. Segundo o delegado Oliveira, o dinheiro estava escondido em um colchão na casa de Silveira, em um bairro da periferia de Foz do Iguaçu.
O assalto à TGV, Transportadora de Valores e Vigilância, localizada na Vila Yolanda (região sul de Foz do Iguaçu) começou por volta das 23h30 do dia 13, um sábado, e só terminou às 9 horas do dia seguinte. A polícia continua apurando a suspeita de envolvimento de funcionários ou ex-funcionários no assalto.
Na opinião do delegado Fernandes, os assaltantes não eram profissionais. Eles não se prepararam para um roubo dessas proporções e cometeram muitas falhas: beberam o tempo todo durante o assalto e não providenciaram veículos para a fuga.


