Identificados os envolvidos no atropelamento da estudante Vanessa Maia, de 18 anos, na madrugada de sexta-feira, em Londrina. O delegado de trânsito Walter Lemos anunciou ontem que os rapazes que teriam participado do racha na BR-369 (Avenida Tiradentes) devem se apresentar hoje de manhã para prestar depoimento. Segundo o delegado, o advogado criminalista João Sabec disse que esperou passar o flagrante para apresentar seu cliente, o motorista do Gol GTI que atropelou Vanessa. ‘‘O advogado não informou o nome do rapaz e contou que ele está muito abalado’’, observou Lemos.
Também deve se apresentar à polícia o motorista do Escort, Edmar Mattos, 24 anos. O rapaz, que mora em Campinas, deve voltar a Londrina como ‘‘testemunha’’ do acidente. A mãe, Clarice Mattos, nega a participação do filho no suposto racha. ‘‘Meu filho estava voltando do Parque Ney Braga e contou que um Gol passou por ele a uns 140, 160 quilômetros por hora. Ele viu o atropelamento e parou para prestar socorro’’.
De acordo com Clarice, a família está passando por uma situação difícil, pois a nora acaba de sair do hospital, depois de 12 dias internada, vítima de um acidente de carro. ‘‘Meu filho, que veio de Campinas para nos ajudar, estava traumatizado e quando parou para prestar socorro, sabia que não deveria tocar na vítima. Ele e o amigo, Willian, resolveram ir embora quando viram que não poderiam fazer nada’’.
‘‘Meu filho é apenas uma testemunha, mas eu quero que ele venha esclarecer toda a situação’’. Até às 19 horas de ontem, ela não havia conseguido entrar em contato com o filho, que estava acampando com a namorada.
Vanessa Maia voltava de um rodeio no Parque Ney Braga e foi atropelada logo depois de ter descido do ônibus, enquanto esperava para atravessar a pista. O irmão da estudante, Charles Fabrício Gonçalves Maia, 12, que estava com ela no momento do acidente, já prestou depoimento. Ele contou que Vanessa esperou perto da calçada, enquanto ele e uma amiga atravessaram a pista correndo. O garoto afirmou que os dois carros disputavam racha quando o Gol atingiu a irmã.
Outro irmão da vítima, Clayton Henrique, afirmou que um amigo, que estava na mesma festa, disse ter visto os dois carros saindo do rodeio. ‘‘Ele me falou que os carros começaram a acelerar bem no sinaleiro (em frente
à Companhia Cacique de Café Solúvel)’, diz Clayton.
Além do motorista do Gol, várias testemunhas devem prestar depoimento hoje.

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