Envolvido no 3 por 1 tem prisão solicitada
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quinta-feira, 30 de abril de 1998
Paulo Ubiratan 
A delegada do 6º Distrito Policial de Londrina, Valdete Testoni, vai solicitar a prisão preventiva de Orides de Paula, que em abril de 1995 matou o detetive particular Antonio Costa Pereira na Rua das Açucenas (zona sul). O acusado está foragido desde que prestou depoimento na polícia após o crime.
Conforme inquérito policial, que tramita desde 1996 na Polícia Federal de Londrina. Orides também está envolvido no golpe conhecido três por um. Segundo denúncias da esposa da vítima, Tereza Aparecida Bertola, o homicídio ocorreu por uma dívida de R$ 50 mil, relacionada a uma comissão que o detetive deveria receber do golpe três por um. A esposa disse que o marido teria ameaçado denunciar os golpes na imprensa, caso não recebesse a comissão.
O golpe era realizado da seguinte maneira: quadrilheiros vendiam três dólares falsos por um verdadeiro. Na hora em que o negócio estava sendo realizado, apareciam outros quadrilheiros - que se identificavam como policiais - e prendiam os vendedores. Os policiais pegavam o dinheiro verdadeiro da vítima e a mandavam sair da cidade.
O inquérito policial dos golpes está sob responsabilidade do delegado federal João Luiz do Prado e tem o acompanhamento do promotor da 5ª Vara Criminal de Londrina, Eduardo Chagas Lima. O delegado Prado solicitou mais prazos para dar continuidade às investigações.
Além do chefe da quadrilha golpista, Dirceu Barbosa Veleda, estão indiciados no inquérito o ex-delegado chefe da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, Clóvis Galvão, o detetive Jorge Luis Pereira de Camargo, Alberto Detoni, José Pins, Mauro Vasconcelos, Marciano Roberto Rios Cabral, Antonio Cunha Filho e Alfredo Guidugli Cavalli. Nenhum dos indiciados está preso. O ínquérito tem mais de mil páginas.
O inquérito policial da morte de Antônio Costa Pereira se arrastou lentamente por diversas delegacias. Os autos não passam de dez páginas. O delegado José Carlos Bassalobre, na época cuidava do 4º Distrito Policial, deu início às investigações. Ele surpreendeu toda a imprensa ao ouvir o depoimento de Oriudes em um sábado pela manhã, quando o distrito policial estava fechado. Depois de prestar, o depoimento o acusado desapareceu.


