A Polícia Civil de Londrina prendeu ontem, por volta das 6h30, no Conjunto Parigot de Souza 2 (zona norte), o corretor Vanderlei Soares, 32 anos, conhecido por ‘‘Vaga-Lume’’. Soares é apontado como um dos participantes do assassinato do agricultor russo Kusma Ovchinnikov, 36 anos, e do filho dele, Sava, de 2 anos. O crime aconteceu em junho do ano passado, no pontilhão do trevo de Cambé, na PR-445.
O delegado operacional da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, Valdir Abrahão, disse que Vanderlei Soares foi preso na casa da irmã dele, no Parigot 2, e não ofereceu resistência. A polícia chegou ao local depois de ter recebido denúncia anônima.
Vanderlei Soares teria contratado Reinoldson Gomes Ferreira, conhecido por ‘‘Rei’’, e Divino Aparecido Ferreira, o ‘‘Maringᒒ, para assaltar o russo. Logo depois do crime, Vanderlei chegou a ser preso e interrogado, mas acabou liberado porque não houve tempo de a polícia fazer o pedido de prisão temporária contra ele. Depois, fugiu.
No dia do assalto, Kusma - acompanhado da esposa e do filho - teria ido até o posto Gran Via, no veículo Corsa da família, para receber o caminhão Mercedes Benz, ano 94, que estaria sendo vendido por um motorista da Polícia Civil de Londrina, Jovacir Pereira Júnior. A família levava R$ 15 mil, como parte do negócio intermediado por Jairton da Silva Aleixo, que também está preso por participação no crime.
Em determinado momento, Jairton se afastou, dizendo que ia pedir as chaves do caminhão. Apareceram Rei e Maringá, que deram voz de assalto e levaram o agricultor e a família no Corsa. No caminho, Kusma teria reagido. Ele e o filho foram mortos. Os assaltantes fugiram com o dinheiro.
A juíza da Vara Criminal de Cambé, Silvia Maria Gomes Testa de Oliveira, informou ontem que, como havia réus presos e soltos, o processo contra os acusados pelo crime contra o russo havia sido desmembrado. A ação contra Vanderlei Soares estava suspensa e deverá agora ser reaberta com sua prisão. No caso de Jovacir Pereira, o processo continua aberto. Jairton Aleixo e Divino Aparecido, informou a juíza, devem receber a sentença nas próximas semanas. E a ação contra Reinoldson Gomes Ferreira acabou extinta porque o réu morreu no ano passado, depois de fugir da prisão e trocar tiros com a polícia.

mockup