Entulhos e poluição
‘‘estrangulam’’ rio
Médico deflagra campanha para tentar salvar o Rio das Antas
Paulo Pegoraro
Edson MazzettoIndignaçãoCosta no meio dos entulhos na área das nascentes do Rio das Antas: ‘‘crime contra a natureza’’O Rio das Antas, um pequeno curso d’água que atravessa zonas residenciais de Cascavel, tem sido submetido ao longo do tempo a todo tipo de despejos, de materiais sólidos e outros poluentes. Com as comemorações da Semana do Meio Ambiente, o médico Augusto Fonseca da Costa deflagrou uma campanha chamando a atenção para os problemas e está exigindo de todas as autoridades intervenção para o que classifica de ‘‘crime contra a natureza’’.
O Rio das Antas nasce no Country Clube, com filetes que foram canalizados e sobre os quais são despejados entulhos e material de construção. A diretoria do clube quer aterrar a área para ampliar os espaços de lazer e esportes para os associados. No entanto, parte dos entulhos acaba deslizando para o leito do rio. A direção do Country afirma que os despejos são autorizados por órgãos ambientais porque todo o trecho será canalizado.
Costa, porém, acha que a lei ambiental não está sendo respeitada. Por isso, quer a intervenção inclusive do Ministério Público. Ele já procurou várias autoridades para denunciar ‘‘o crime que está sendo cometido’’.
A punição a quem faz despejos de poluentes ou joga entulhos em cursos d’água passou a ser mais rigorosa desde fevereiro, quando passou a vigorar a Lei de Crimes Ambientais. As penas vão de prisão à suspensão de atividades de empresas que cometam crimes ambientais.
‘‘Abraço’’ Alunos de Cascavel deram ontem um ‘‘abraço’’ de 4 mil metros no lago Parque Ecológico, que tem 16 hectares. O lago, com cerca de 400 mil metros quadrados, é nascente do Rio Cascavel. A cidade é abastecida pelo rio, que sempre foi poluído por assoreamento e despejos de efluentes de postos de gasolina.
Hoje, segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Paulo Valini, o despejo de efluentes de postos de combustível, que ocorria através de galerias de águas pluviais, já está contido, assim como a erosão que provocava o assoreamento. Segundo ele, há ainda a necessidade de instalar cerca de mil metros de tubos de concreto para condução de águas pluviais. Também será executado o trabalho de desassoreamento, com utilização de dragas.
O ‘‘abraço’’ foi a atividade que envolveu maior número de pessoas na programação da Semana do Meio Ambiente. Além do gesto que simbolizou a necessidade de proteção aos recursos hídricos, estudades plantaram sementes de araucária no parque.

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