Entulho e buracos atrapalham passagem segura de pedestres
Mauro FrassonVera Regina tem dificuldade de andar na calçada, cheia de entulhoA dona-de-casa Vera Regina Ahrens convive diariamente com buracos na calçada e sempre que sai de casa tem de disputar espaço na rua com os carros porque caminhões de carga e descarga de concreto impedem toda a extensão do calçamento. Moradora da Rua Alberto Folloni, Vera Regina critica a falta de fiscalização sobre a qualidade e a utilização das calçadas de Curitiba. Vera Regina acredita que a culpa por tanto descaso é da fiscalização da prefeitura e da Diretran, que não aparecem para multar quando são chamadas.
O diretor de Fiscalização da Secretaria Municipal de Urbanismo, Valdir Ulbrich, não informou o número de pessoas que trabalham controlando as obras e utilização das calçadas alegando que são tão poucos, que seria uma gozação divulgar o número dos envolvidos nesse trabalho. Ulbrich conta que por causa dessa deficiência de pessoal todo o trabalho é feito com a ajuda das denúncias que chegam pelo telefone 156. Recebemos 40 ligações por dia com vários tipos de denúncias que são agendadas para apuração por ordem de urgência. Em até três dias todas as reclamações são atendidas, garante Ulbricht.
Entretanto, quem anda pelas ruas da cidade percebe que está faltando mais agressividade no trabalho de fiscalização. Não são raros os casos em que até mesmo obras da prefeitura impedem que os pedestres utilizem o calçamento. Na Rua Anita Garibaldi, onde está sendo implantado asfalto e calçamento, a esteticista Maristella Dlugoss, conta que só escapou de ser atropelada por sorte. Como a calçada estava interditada eu caminhava pela rua quando um carro virou de repente. Só deu tempo de pular na calçada em obras, conta.
Ulbricht explica que nesses casos a calçada nunca poderia ser totalmente interditada para o pedestre, e que o certo seria fazer a obra por partes. O empreiteiro não pode obstruir a passagem, assim como os caminhões de concreto, que devem reservar, com cones, um espaço para as pessoas passarem com segurança. Para esses casos, Ulbrich insiste que as pessoas podem reclamar e que quem estiver errado vai ser notificado, podendo ser multado em R$ 357. (G.V.)





