O entulho ainda está lá. A falta de asfalto também. Quase cinco meses depois de mostrar a situação de um terreno público no Jardim Tarobá, Zona Sul de Londrina, a reportagem da Folha retornou ao local e constatou que nenhuma das medidas anunciadas pela prefeitura foi concretizada. A área, localizada junto a um fundo de vale, foi liberada para despejo de entulhos de construção no início do ano passado. A justificativa da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema), em setembro de 2004, foi de que o despejo serviria para aterrar o terreno em declive, preparando-o para a construção de um campo de futebol.
Entretanto, não existe sequer um projeto para esse empreendimento na Secretaria Municipal de Obras, segundo informou o secretário Aloysio Crescentini. Enquanto isso, a área já acumula muito mais do que detritos de construção: pneus, sofás velhos, lixo orgânico, moscas. Não bastasse isso, o asfaltamento das ruas vizinhas ao terreno foi interrompido há três meses. Para evitar que os caminhões que despejam entulho passassem por sua rua levantando barro e causando uma sujeira sem-fim, a dona-de-casa Ivani Alves Pereira (entrevistada pela Folha em setembro) e outros moradores fecharam a via no ponto que dá acesso ao terreno.
Crescentini alegou que as obras de asfaltamento foram interrompidas porque a empresa contratada pela prefeitura teve problemas com o fornecimento de material e, recentemente, com as chuvas. Ele acredita que os trabalhos deverão ser retomados nos próximos dias. O prazo dado à empresa vence em março.
De acordo com a Sema, desde dezembro o depósito de entulhos está proibido no local, e as empresas que insistirem no despejo poderão ser multadas.

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