Entressafra é a
vilã da história,
segundo entidade
Segundo o vice-presidente da Associação Norte Paranaense de Horticultores (Apronor) Manoel do Carmo Chimenes, o alto preço do tomate não é problema exclusivo de Londrina. ‘‘Existe uma verdadeira falta do produto em todo o Brasil causado pelo desestímulo do produtor em plantar o produto e pela própria entressafra, que vai de 15 de fevereiro até 15 de maio’’, informou.
De acordo com Chimenes, em novembro, dezembro e janeiro, período em que os produtores deveriam estar plantando tomates, a caixa estava sendo vendida a R$ 3,00, um valor que não cobria os custos com insumos cotados em dólar. ‘‘A venda não foi suficiente para cobrir os gastos. Com isto, muita gente deixou de plantar porque estava descapitalizada.’’, explicou.
Os que insistiram tiveram que enfrentar um verão de altas temperaturas, o que prejudicou a colheita. ‘‘Em período normal, colhe-se 350, 450 caixas por mil pés. Neste período crítico da entressafra, só se consegue produzir com alto custo e muita tecnologia e a colheita não chega a metade’’, apontou.
Para o vice-presidente, Londrina ainda está com ‘‘sorte’’, porque a maior parte da produção consumida na região vem de fora. ‘‘Em São Paulo, caixa de tomate está sendo comercializada a R$ 35, R$ 40. Em Caçador (SC), região produtora de tomate, a caixa está sendo vendida a R$ 30’’, disse.
Segundo Manoel Chimenes, a oferta do produto só vai se normalizar – com consequente queda de preços – após o mês de maio, quando entra a safra intermediária, que vai de maio a outubro. (T.E.)

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