Assim como em outras instâncias do Poder Judiciário, trabalho é o que não falta na Justiça do Trabalho. Só neste ano, entraram mais de duas mil novas ações e, mesmo assim, a ação solidária nunca é colocada em segundo plano. Tanto que quem circula pelos corredores cheios tem que tomar cuidado para não tropeçar em cestas básicas, caixas de leite, entre outros donativos que nunca param de chegar.
''Tudo no nosso projeto é baseado apenas na boa vontade'', valoriza a juíza Ziula Cristina da Silva Sbroglio. Um exemplo é a auxiliar de limpeza terceirizada, Sueli Gonçalves Fermino. Mesmo tendo trabalho de sobra com a faxina de prateleiras, escalas, salas... ela sempre encontra um tempinho para cumprir uma tarefa fundamental em projetos que dependem de doações: contatar e convencer possíveis doadores a fazerem a diferença para alguém.
''Eu já tinha atuado com trabalho voluntário na pastoral da igreja e peguei essa experiência. O povo de Cornélio tem um coração enorme, o que estava faltando era alguém que procurasse as pessoas e se empenhasse em conseguir as doações'', revela. A estratégia de Sueli é gastar o dedo telefonando para contatos - pessoas físicas e jurídicas - e não ter vergonha de pedir em nome daqueles que precisam. ''Convoco a Sueli e rapidinho conseguimos as doações. Às vezes até pergunto para ela sobre como que consegue convencer as pessoas tão rápido'', sorri a juíza. (L.A.)

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