Albari RosaHamad e a filha, Priscila, católicos: ‘‘Orientação religiosa é importante’’Para alguns, elas são fundamentais, para outros, dispensáveis. Quando o assunto são as aulas de ensino religioso na rede pública de educação, difícil é haver consenso. Todos aguardam com ansiedade a decisão do Ministério da Educação, que poderá alterar o cotidiano das escolas.
‘‘Eu torço para que estas aulas acabem’’, disse a estudante da 6ª série da Escola Estadual Professor Brandão, em Curitiba, Juliana Biati. Ela disse que em sua turma há unanimidade em relação à questão. ‘‘Ninguém gosta das aulas de ensino religioso’’, afirmou. Uma de suas colegas diz que ‘‘esta é a aula mais chata de todas’’. ‘‘Todo mundo dorme neste horário’’, contou.
Para alguns pais, como a assistente administrativa Zélia Freiberger, o ensino religioso nas escolas não é fundamental. ‘‘Nossa família é católica e minha filha já tem formação religiosa na igreja, onde faz curso de catequese’’, explicou. ‘‘Por isso, acho que não é tão importante ter aulas de religião na escola, já que cada um tem seu próprio credo’’, disse.
Zélia tem uma única filha, Heloíse, de 12 anos, que está cursando a 6ª série. A garota disse que o assunto têm sido discutido dentro da escola por professores e colegas.
A estudante Priscila Hamad, 11 anos, discorda da opinião das outras garotas e disse que gosta das aulas. ‘‘Elas são importantes’’, afirmou.
Seu pai, o bancário Ezequiel Hamad, concorda com a filha e disse achar importante que ela tenha orientação religiosa na escola. Ele prefere que a situação nacional em relação ao assunto permaneça inalterada. Priscila é filha única e também estuda na Escola estadual Professor Brandão, no bairro do Alto da Glória.
‘‘Nossa família é católica e eu sempre tive aulas de ensino religioso, durante a minha formação, por isso sei o quanto elas são importantes’’, contou. ‘‘Gostaria que a minha filha continuasse a ter estas aulas.’’

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