Curitiba - Um morador da Vila Trindade, no bairro Cajuru, que preferiu não se identificar, afirma que o lugar é esquecido pelas autoridades. Ele e sua mãe se esconderam, agachados em casa, enquanto durante cerca de 40 minutos, bandidos e policiais trocavam tiros.
"Eles vão nos clubes e brigam. Isso que aconteceu aqui, ontem, foi vingança", explicou o morador. Em frente de sua casa, um sobrado com o portão cravejado de balas. "Uma semana antes atiraram aqui por engano. Eles estavam procurando um tal de ‘Tiaguinho’ e um tal de ‘Caveirinha’, mas eles não moram ali", disse a senhora.
Na Vila Trindade, quando se pergunta sobre o tiroteio, a resposta é sempre a mesma: o pedido para não falar sobre o assunto. "O cara que fala menos vive mais aqui", alerta outro morador, que reside na região há 12 anos.
Questionado se ouviu os tiros, um comerciante responde com a obviedade e simplicidade de quem está acostumado com o som do estampido."Meia hora de tiro, quem não ouve?", pergunta.
Duas moças que estão em frente de casa, próximo ao local do tiroteio contam, ainda assustadas, o que aconteceu na manhã de domingo. "Ele (um dos bandidos) subiu no telhado aqui de casa e nós duas ficamos agachadas no chão. Ele acabou tomando um tiro e caiu do telhado para dentro de casa", diz uma delas. A outra conta que o rapaz caiu em cima da amiga. "Acontece sempre aqui. A gente sai correndo. Sempre tem tiroteio, mas não como ontem", mencionou a moça.
A Polícia Militar informou que deve se manifestar em nota oficial, hoje, depois de avaliar melhor as circunstâncias do confronto.

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