O acesso de usuários ao Terminal Urbano Central de Londrina pela Avenida São Paulo está bloqueado há pouco mais de uma semana, desde a última segunda-feira (19), quando foi iniciada a reforma na entrada das roletas. A previsão é que a obra se estenda por mais três semanas, sendo que, durante o período, a entrada dos usuários a pé se dá somente pela Rua Professor João Cândido.

As melhorias contemplam a instalação de novas roletas, fechamento do espaço destinado aos funcionários, que será climatizado, substituição das grades por painéis de vidro e melhoria do acesso pelas calçadas. A entrada foi fechada com tapumes, com avisos do impedimento provisório colados na estrutura e em paredes do Terminal. Nesta segunda semana de obras, o local está cercado por cones e fitas zebradas, com as roletas e grades removidas.

Após a conclusão da reforma, a CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) irá promover a mesma intervenção na entrada pela João Cândido, incluindo os guichês de atendimento ao público e de recarga de cartões.

De acordo com a assessoria da companhia, os reparos não incluem o piso tátil da calçada que leva à entrada e possui trechos com desnível. “Foi realizada visita técnica pelos engenheiros da Secretaria de Obras, mas as obras são na parte ‘interna’ do Terminal. Não se trata das calçadas, que ficam na parte externa”.

Imagem ilustrativa da imagem Entradas do Terminal Central de Londrina passam por reforma
| Foto: Heloísa Gonçalves

Uma vendedora ambulante, que preferiu não se identificar, contou que viu três pessoas tropeçando por conta do piso danificado e caindo no chão nesta terça-feira (27), afirmando que uma cortou o braço e procurou ajuda médica na estação de ônibus. A FOLHA já reportou casos de transeuntes que sofreram quedas no local. Na época, a CMTU informou que a situação estava em trâmite com a Secretaria de Obras para ser solucionada e que o reparo havia sido solicitado.

IMPACTO NOS USUÁRIOS

Adriana Carvalho mora no Jardim Columbia, na zona oeste, e vai ao Terminal Central duas vezes por semana. Ela contou que foi “pega de surpresa” na terça (27) ao encontrar a entrada pela Avenida São Paulo fechada. “Não fiquei sabendo da reforma. Quando você está com pressa, porque o ônibus está aqui, tem que passar lá embaixo (entrada), pagar, subir, aí com a reforma eu tive ainda que voltar e dar a volta na quadra”, detalhou.

Adriana Carvalho: pega de surpresa com a reforma
Adriana Carvalho: pega de surpresa com a reforma | Foto: Heloísa Gonçalves

Outra reclamação de Carvalho foi sobre a cobertura oferecida nos pontos de embarque, considerada insuficiente. “Quando chove, parece que você está na chuva, porque espirra e molha tudo na gente. Quando tem sol também é ruim, porque se o ônibus está aqui, está tampando, mas quando ele sai, fica bem quente”, pontuou.

Vanderléia Rodrigues é moradora do Conjunto Milton Gavetti, região norte, e vai para o centro de Londrina ocasionalmente, acompanhando a mãe idosa em seus compromissos. Ela considerou a reforma na estação de ônibus necessária, afirmando que as roletas na entrada principal “são bem antigas”, e que os banheiros e bebedouros poderiam ter melhorias.

Vanderléia Rodrigues: obra necessária
Vanderléia Rodrigues: obra necessária | Foto: Heloísa Gonçalves

ESCADA ROLANTE

A escada rolante que dá acesso ao piso superior do Terminal está fechada. A entrada e saída estão bloqueadas por uma barreira há cerca de 25 dias, quando quebrou novamente. A CMTU informou que peças foram adquiridas para o conserto, mas que falta uma chegar para que o reparo seja iniciado, o que deve ocorrer nos próximos dias.

“Infelizmente, isso não depende diretamente da gente. Já temos sete degraus novos para substituir os que foram avariados, e o problema não afetou somente os degraus, houve um ‘choque mecânico’ nos pisos, segundo o engenheiro da empresa terceirizada”, apontou a assessoria.

Escada que dá acesso ao piso superior está quebrada e não há data para voltar a funcionar
Escada que dá acesso ao piso superior está quebrada e não há data para voltar a funcionar | Foto: Heloísa Gonçalves

Não há data estipulada para o retorno à operação. No total, quatro escadas rolantes atendem a estação, que recebe 88 mil usuários diariamente. Segundo a Companhia, “os pisos das escadas, que ficam 18h30 funcionando ininterruptamente, sofrem uma pressão maior e um desgaste de peças bem superior se comparados com outras escadas (de shoppings, por exemplo). A vida útil reduz substancialmente”. Disse ainda que a CMTU estuda a substituição integral da estrutura por uma nova.

Vanderléia Rodrigues julgou que o funcionamento seria útil à locomoção de sua mãe e outras pessoas mais velhas, visto que “os idosos têm problemas de joelho, a escada rolante já ajudaria bastante”.

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