''Ao se deteriorar o patrimônio, o homem perde o vínculo'', diz a voluntária Helenice Mortari Dequêch, que, por ser casada com Nilo Dequêch, faz parte de duas famílias pioneiras. Muito provavelmente, a sua sentença sugerindo iniciativas que mantenham a integridade do patrimônio histórico-cultural para as próximas gerações só terá resposta no longo prazo, indica a retrospectiva de transformações urbanas, que têm sido demoradas.
Sandra Joia conta que ao assumir o cargo de diretora do Museu de Arte, em 2001, solicitou à prefeitura a mudança do ponto de carga e descarga quase em frente à entrada principal, na Sergipe. Demorou seis anos até que houvesse a mudança. Hoje, a entrada principal nos dois museus ''é de difícil acesso'', aponta Helenice; no Museu Histórico, pedestres e veículos passam por um só portão, desde que foi interditado o túnel entre a Praça Rocha Pombo e o pátio.
A bilhetagem eletrônica permite a integração do transporte sem a necessidade de passar pelo terminal. O usuário pode trocar de linha em outro lugar, informa a assessoria de imprensa da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). Por isso, já existem as linhas diametrais, que excluem o terminal, onde o número de usuários já diminuiu de 160 mil para 120 mil diariamente. Contudo, o terminal ainda recebe 277 ônibus diariamente e não há estudo para que seja removido, segundo a CMTU. (W.S.)

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