Entorse de tornozelo e seus riscos
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quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
Reportagem Local 
Londrina - Uma das lesões mais comuns em qualquer pessoa é o entorse de tornozelo. Todo mundo está sujeito a torcer o pé. Seja durante uma atividade física, um afazer doméstico, trabalhando ou mesmo caminhando por calçadas esburacadas. Basta uma pisada errada e pronto. Uma torção pode ser simples e causar apenas dor e inchaço momentâneo, mas pode também ser grave, provocando uma fratura, ruptura de ligamentos e lesões que podem ficar para sempre.
De acordo com o ortopedista Ciro Veronese, de Londrina, entorses podem ocorrer em outras articulações do corpo, mas o tornozelo é a que fica mais exposta ao risco.
"O entorse é um movimento fora do normal da articulação durante alguma atividade, que pode provocar uma lesão de ligamento. Porém, é a lesão mais leve que pode ocorrer. Já a luxação, que também pode ocorrer em traumas torcionais, alguns ligamentos se rompem e a articulação sai totalmente do lugar. Nesses casos, ocorre deformidade articular, podem existir fraturas associadas e há urgência no atendimento médico para realização de redução, que significa corrigir a deformidade, recolocando a articulação no seu posicionamento ideal", explicou o ortopedista do do Instituto de Videoartroscopia Ortopedia e Traumatologia (Ivot).
Veronese lembra que alguns procedimentos são importantes na hora de um entorse. A primeira atitude a ser tomada é retirar o calçado cuidadosamente e afrouxar a área machucada. Depois, aplicar gelo sobre o local lesionado, que poderá estar inchado e avermelhado. "O gelo age como um antiinflamatório. É a melhor maneira de reduzir este inchaço, uma vez que, com o frio, os vasos sanguíneos ficam mais estreitos, o que reduz o sangramento local e formação de hematomas", aconselhou.
Segundo o ortopedista, o ideal é colocar gelo, envolvido por algum tecido para não queimar a pele, por dez a 15 minutos intercalando com o mesmo tempo de descanso, várias vezes ao dia. "Evitar realização de compressas quentes, pois elas aumentam a vascularização local, trazendo mais sangramento e piorando o inchaço", alertou.
Feitos os primeiros socorros, é importante procurar atendimento médico rápido. Não se deve pôr o pé no chão até fazer os devidos exames.
Veronese ressalta que a recuperação dos ligamentos é lenta e depende do tipo de lesão. "O ligamento começa a reconstituir as fibras e o processo pode durar até um mês e meio, dependendo da gravidade. Mas para que a articulação volte a ser como antes da lesão e os sintomas desapareçam por completo, pode levar até seis meses, em alguns casos. Há ainda os casos mais graves, que necessitam de tratamento cirúrgico para reparação. Por esse motivo, o acompanhamento médico é muito importante", afirmou.
Precipitar a volta da rotina normal antes do prazo estipulado de recuperação pode trazer problemas. "Quando os ligamentos não cicatrizam corretamente, podem ocorrer novos entorses ao longo do tempo, provocados pela instabilidade da articulação", orientou o ortopedista.


