Entidades visitam HU e constatam superlotação
Mauricio Della Barba
De Londrina
Integrantes do Centro de Direitos Humanos (CDH), do Conselho de Saúde de Londrina e o Promotor de Defesa dos Direitos e Garantias Constitucionais, Paulo Tavares, estiveram ontem visitando o Hospital Universitário (HU) na tentativa de encontrar soluções para o problema de falta de leitos.
A situação estrutural do HU é crítica. Não há espaço suficiente para os pacientes no pronto-socorro e na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), reclama Maurício Barros, membro da comissão de saúde do CDH. De acordo com o diretor do HU, Cláudio Camacho, na última semana, havia 40 pacientes acima do normal. Temos capacidade para 36 leitos. Estávamos com 76 nos últimos dias, revela o diretor.
Com o excesso, a saída foi a improvisação de novos leitos. Os pacientes foram colocados sobre macas de transporte e cadeiras espalhadas pelos corredores. Os doentes mais graves, que necessitam de acompanhamento constante na UTI, também estavam sendo atendidos na enfermaria por causa da lotação da unidade. Fora isso existe o excesso de trabalho dos funcionários, falta de equipamentos e remédios para todos, diz Camacho.
Todos os problemas levantados pelos integrantes na visita de ontem serão analisados para que uma solução seja encontrada. Paulo Tavares aguardará até o final deste mês a liberação da verba prometida de R$ 7 milhões pela Secretaria da Ciência e Tecnologia. Se o dinheiro não vier, vamos ter que acionar o governo estadual para que tome as providências necessárias, diz.





