Entidades vão recorrer também ao STF
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sexta-feira, 18 de julho de 2003
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba O Sindicato dos Delegados da Polícia Civil (Sidepol) e a Associação dos Delegados da Polícia Civil (Adepol) protocolam na segunda-feira, no Supremo Tribunal Federal (STF) uma representação contra o governo do Paraná. As entidades afirmam que o governo desrespeitou a decisão judicial de instância superior de extinção da figura do ''delegado calça curta'' nos 399 municípios paranaenses. De acordo com a presidente do Sidepol, Vanessa Padovani de Souza, a intenção é evitar a efetivação dos sargentos e subtenentes da PM na administração de delegacias. ''Isto é inconstitucional e abusivo'', afirmou.
''Não vamos admitir que os policiais militares sejam privilegiados. Eles não podem responder por todo o aparato da delegacia, cumprindo um papel que é próprio da Polícia Civil'', reclamou o diretor da Adepol, Carlos Bassila.
''Poderiam nomear os escrivães com curso de direito para este cargo de forma provisória, até que fosse feito um concurso para contratação de delegados de polícia'', sugeriu Valéria.
As duas entidades estão convocando os policiais civis para uma assembléia geral na próxima quarta-feira, em Curitiba. ''Vamos aproveitar a assembléia para definirmos os meios que utilizaremos para impedir esta nomeação. Não descartamos a paralisação feral da Polícia Civil. Podemos deixar que a Polícia Militar assuma a casa'', ironizou a delegada do Sidepol.


