Entidades de preservação do patrimônio ouvidas pela Folha não quiseram emitir nenhuma opinião oficial sobre a possível demolição da Igreja do Rito Ucraniano Católico, em Cascavel. O motivo alegado é que a construção não é tombada pelo Patrimônio Histórico da União ou do Paraná.
A igreja, de madeira, foi construída em 1966 pela comunidade ucraniana da cidade. Os dirigentes da entidade revelaram que pretendem derrubá-la devido às dificuldades de manutenção e também pelo local ter ficado pequeno para comportar os fiéis. Uma comissão foi montada em Cascavel para barrar a ameaça.
Para o superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Paraná (Iphan), José La Pastina, o município de Cascavel poderia tombar o templo. ‘‘Com certeza há interesse municipal na obra, ela é um marco para a cidade’’, opinou. Porém ele disse que mesmo que a igreja fosse tombada, os custos de manutenção deveriam ficar a cargo dos dirigentes e da comunidade. ‘‘A obrigação de cuidar da casa é do usuário’’, afirmou.
Uma das opções levantadas pela comissão em Cascavel é o deslocamento da construção, para dar espaço para uma nova edificação. ‘‘Essa é uma operação para se fazer em último caso’’, disse La Pastina. A coordenadora do Patrimônio Cultural da Secretaria de Estado da Cultura, Maria Luiza Marques Dias, também acha a mudança problemática. ‘‘Geralmente as casas estão ligadas com o ambiente em que se encontram, e mudando-as, pode-se perder grande parte do valor histórico’’, considerou. Mas ela lembra que, muitas vezes, essa é a única maneira de se manter a construção.

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