A Associação das Entidades Paranaenses de Benefícios Assistenciais (Assepas) e o Comitê de Integração de Entidades Fechadas de Assistência à Saúde (Ciefas) apresentaram esta semana proposta de reajuste dos valores dos procedimentos médicos à Associação Médica Paranaense (AMP). Representando usuários de planos de saúde de autogestão de 26 empresas públicas e privadas no Estado, sendo 11 em Londrina, a Assepas foi a primeira a recusar a Lista de Procedimentos Médicos 96 (LPM). Números da Assepas revelam que as empresas filiadas à entidade somam 730 mil usuários em todo o Paraná.
A proposta da Assepas sugere aumento de 8% no valor da consulta médica, que passaria para R$ 27,00 no caso das empresas representadas por ela. Para os demais procedimentos médicos, a Assepas propôs um reajuste de 7%. Os novos valores passariam a valer a partir do dia 1º de agosto. A LPM-96 representa um aumento médio de 20% nos procedimentos médicos. A consulta, em alguns casos, sofreria um reajuste maior, passando para R$ 39,00. A LPM-96 foi elaborada a partir de pesquisa de preços em todo o país pela Associação Médica Brasileira (AMB).
A proposta da Assepas não foi aceita pela AMP. Antes, a Assepas negociou condições contratuais com a Associação Médica de Londrina (AML) - que é desvinculada da AMP - mas também não se chegou a um acordo. Segundo informações da AML, as entidades representantes dos médicos decidiram em assembléia não negociar mais com a Assepas. As negociações serão feitas diretamente com os planos de saúde de cada empresa. Mesmo independentes, a AMP e AML decidiram se unir e apresentar medidas para todo o Paraná.

mockup