Entidades sociais descobrem que não trabalham coordenadas
Após uma reunião no gabinete da presidência do Tribunal de Justiça do Paraná, em Curitiba, órgãos do governo que trabalham com crianças de rua chegaram ontem a uma constatação inesperada: existe um vácuo entre a atuação de uma e outra entidade, o que impede que as medidas dêem resultados eficientes.
Números divulgados na reunião revelam que nas ruas da capital existem atualmente cerca de 500 crianças, 154 delas em situação de risco. Conforme a assessoria do TJ, a constatação de que há falta de sintonia entre as entidades resultou na criação de uma comissão de trabalho, única medida concreta tomada na reunião.
A princípio, o governo do Estado havia proposto o encontro para discutir medidas para evitar as pichações e a depredação do patrimônio público por parte das crianças. Aos poucos os problemas que envolvem os menores foram tomando conta da reunião. Os representantes do Fundação de Assistência Social (FAS) argumentaram que não há como separar o vandalismo dos problemas dos menores infratores.
Na cidade, o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) mapeou 35 mocós, que servem de abrigo para as crianças. Os donos desses imóveis abandonados estariam sendo multados, segundo o representante do Ippuc presente à reunião.
Participaram do encontro representantes da Secretaria de Segurança Pública, Juizados Especiais Civil e Criminal, Vara de Menores Infratores, Central de Execuções Penais, Corregedoria Geral da Justiça, polícias Civil e Militar, Ippuc, Fundação de Assistência Social, secretarias de Urbanismo e Administração e o presidente do TJ, desembargador Henrique Lenz César.
A comissão de trabalho, que terá a participação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Central de Inquéritos e do Fórum Criminal de Curitiba, deve se reunir no dia 22 de setembro para sua primeira reunião oficial. Na pauta está a apresentação de propostas para melhorar a situação dos menores e um relatório com os problemas enfrentados pelas entidades.Albari RosaPolicial armado revista menino de rua, na Praça do AtléticoJames Alberti





