Duas manifestações realizadas em locais diferentes da cidade iniciaram ontem pela manhã a coleta de assinaturas que deverão compor um projeto popular que pedirá um plebiscito para decidir sobre a municipalização do serviço de água de Londrina.
Uma delas foi organizada pela Federação das Associações do Moradores e outras entidades de Londrina (Famecol), que instalou na Avenida Saul Elkind (Zona Norte) um ponto de coleta de assinaturas. Segundo o presidente da Famecol, Osvaldir Gomes de Oliveira, afirma que o movimento pela municipalização continuará fazendo a coleta de assinaturas na próxima semana. ''Vamos fazer um trabalho corpo a corpo para garantir o maior número de adesões possível'', comentou.
Oliveira observa que para protocolar um projeto de iniciativa popular na Câmara dos Vereadores é necessário reunir assinaturas a equivalente 6% do número de eleitores de Londrina. ''Isso representa cerca de 16 mil assinaturas, mas queremos o maior número possível para dar força para o movimento'', afirmou.
O outro movimento foi organizado pelo Diretório Municipal do Partido Liberal (PL) de Londrina, que mobilizou partidários para colher assinaturas e distribuir panfletos no Calçadão de Londrina. Segundo o vereador e presidente da Câmara de Londrina, Orlando Bonilha (PL), as assinaturas dos dois movimentos serão juntadas para engrossar o apoio à municipalização do serviço de água.
O panfleto distribuído no Calçadão trazia um comparativo de preços praticados pela Sanepar, que explora o serviço em Londrina, com o serviço municipal de Ibiporã (Samae). No caso do consumo de 10 metros cúbicos de água, incluindo a taxa de esgoto, o usuário de Londrina paga uma tarifa de R$ 23,94. O mesmo consumo em Ibiporã resulta em uma conta mensal de R$ 8,50.
Bonilha afirma que o momento é oportuno para realização de um plebiscito sobre a municipalização por causa do vencimento do contrato entre a Sanepar e a Prefeitura de Londrina, que terminaria no final deste mês, mas foi prorrogado por mais 180 dias. ''Este é o momento de deixarmos de ser reféns desse sistema que não atende nossas necessidades. Se fizermos um levantamento sistemático chegaremos à conclusão de que, no caso da municipalização, não será o município que terá de pagar à Sanepar, mas sim a companhia terá de ressarcir os cofres de Londrina'', diz.
Um dos idealizadores da realização do abaixo-assinado pró-municipalização, Jurandir Clementino de Souza, diz que a meta é concluir a coleta de assinaturas em 15 dias. ''Queremos dar entrada no projeto popular antes do recesso da Câmara, para que o plebiscito possa ser realizado antes mesmo no término do contrato emergencial feito com a Sanepar'', comentou.

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