Entidades se mobilizam para ajudar UFPR
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quinta-feira, 27 de novembro de 2003
Candice Dequech<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A crise financeira que a Universidade Federal do Paraná (UFPR) enfrenta nos últimos anos está mobilizando entidades que representam estudantes, professores e funcionários da instituição. Uma manifestação pública está sendo preparada para hoje. O ''Ato 27'', parte da campanha ''UFPR Viva'', deve reunir cerca de mil pessoas na Praça Santos Andrade, em frente à sede principal da universidade, em Curitiba. Os manifestantes reivindicam a contratação de professores efetivos e servidores, o repasse de recursos para a manutenção da universidade e o aumento de vagas nas universidades públicas.
O rol de dificuldades financeiras da UFPR deve ser levado hoje ao Ministério da Educação (MEC), em Brasília. O reitor da universidade, Carlos Augusto Moreira Júnior, participa de uma audiência com o ministro da Educação, Cristovam Buarque, para tentar a liberação de recursos. Segundo o reitor, a UFPR acumula R$ 2,8 milhões em dívidas, sendo a maior delas, no valor de R$ 2,4 milhões, com a Companhia Paranaense de Energia (Copel). ''A situação é emergencial. Se cortarem a luz, não temos como dar aulas'', disse.
Segundo a presidente da Associação dos Professores da UFPR (Apufpr), Maria Suely Soares, outro grande problema que a universidade vem enfrentando, decorrente da carência de professores efetivos, é que alunos dos cursos de pós-graduação estão sendo convocados para dar aulas. Segundo Suely, mais de 20% do quadro de docentes são formados por professores substitutos que podem ficar no máximo dois anos na instituição. Esses, segundo ela, têm uma pesada carga de trabalho e recebem salários muito baixos.
De acordo com a presidente da Apufpr, outras questões que preocupam a universidade são as adequações que as universidades brasileiras deverão fazer para atender aos deficientes físicos, visuais e auditivos e a possível reforma universitária, anunciada pelo MEC, tema de um seminário que está ocorrendo em Brasília, ''Universidade 21''.
Depois da concentração, os manifestantes deverão se dirigir à Reitoria da UFPR, para entregar uma carta dos estudantes pedindo que as aulas não parem. Lá, também deve ocorrer o lançamento oficial da campanha ''UFPR Viva''.


