Vânia Moreira
De Umuarama
A troca de diretoria do Asilo São Vicente de Paulo resolveu a crise entre a entidade, a Sociedade São Vicente de Paulo (SSVP) e o Conselho Municipal de Assistência Social de Umuarama. A partir de agora, as entidades vão trabalhar em parceria para melhorar as instalações e o atendimento aos cerca de 150 idosos que vivem no asilo. No início do ano, o Conselho Municipal negou ao asilo o atestado de funcionamento, exigindo que a entidade melhorasse as condições de higiene e o atendimento. O Conselho Central da SSVP ameaçou ingressar na Justiça para reaver a posse do lar.
Os vicentinos acusavam a diretoria eleita ano passado de ter se ‘‘apropriado’’ indevidamente do asilo. A diretoria se recusava a seguir as normas da sociedade, criou uma entidade independente para administrar o asilo e não admitia nenhuma interferência. Isto criou atritos também com o Clube das Voluntárias – um grupo de mulheres que trabalha em pról dos idosos – com a Universidade Paranaense (Unipar), cujos alunos fazem estágio no asilo e com o próprio Conselho Municipal de Assistência Social.
A Secretaria do Bem Estar Social vai gastar cerca de R$ 23 mil para melhorar o prédio. O município vai comprar uma lavanderia industrial, trocar telhados, pisos e portas dos quartos e adaptar salas para consultórios e uma farmácia. Segundo a secretária do Bem Estar Social, Ana Laura Carvalho Rosa, as melhorias só estão sendo executadas porque a nova diretoria do asilo, eleita mês passado, se compometeu a cumprir a Lei Orgânica Municipal . Um das exigências é não receber idosos de outras cidades. O lar recebe R$ 1,2 mil mensais da prefeitura.
Criado em 1972, o asilo abriga atualmente 158 idosos e deficientes mentais, mas já chegou a ter 300 internos de Umuarama e região. O Conselho Central da SSPV e o Conselho Municipal de Assistência Social criticavam as condições de higiene e a forma de tratamento dos idosos. A entidade gasta cerca de R$ 25 mil por mês e sobrevive principalmente de doações da comunidade.

mockup