Depois da polêmica com os ambulantes, a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) comprou briga com entidades assistenciais. O motivo é novamente o Calçadão. Representantes de duas entidades foram ontem à Câmara reclamar que, contrariando a tradição de anos anteriores, o órgão não está liberando autorizações temporárias para a comercialização de cartões de Natal e outros produtos naquele espaço.
A presidente do Grupo de Assistência ao Pacientes com Câncer (Gapacan), Emília Aparecida Oliveira Souza, reclama que a venda dos cartões é uma importante fonte de renda nesta época do ano. ''É com isso que podemos colocar um panetone, um brinquedo e um pouco mais de comida nas cestas básicas'', diz.
A entidade atende pouco mais de 70 pacientes carentes com distribuições de cestas básicas, medicamentos, leite, entre outros. Segundo ela, a renda do ano passado com a venda no Calçadão se aproximou dos R$ 1,2 mil. ''Nós dependemos da comunidade, não temos convênio nenhum com a Prefeitura e principalmente nesta época precisamos de dinheiro para complementar o natal desses pacientes'', argumenta.
Segundo o assessor de assuntos comunitários da CMTU, Carlos Xavier, a restrição foi tomada em virtude de uma série de reclamações de comerciantes e usuários do Calçadão, insatisfeitos com a falta de espaço no local. ''A diretoria achou por bem não liberar mais o Calçadão'', afirma. Segundo ele, entretanto, a companhia teria indicado outros pontos para as entidades, como, por exemplo, as feiras livres.

mockup