Entidades da sociedade civil de Londrina lançaram ontem uma campanha contra a onda de violência que atinge a cidade. O objetivo é aglutinar o maior número de pessoas na busca de soluções para a situação enfrentada hoje pela socidade londrinense. Entre as entidades estão a subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Organização Não-Governamental (ONG) Pés-Vermelhos, Mãos Limpas!, Associação Comercial de Londrina (Acil), Igreja Católica, Maçonaria e Conselho Comunitário de Segurança. Essa última foi responsável pela elaboração de um plano de segurança que será levado ao governador Roberto Requião (PMDB), em data ainda a ser definida.
O vice-presidente do conselho, advogado Alvino Aparecido Filho, explicou que foi feito um levantamento estatístico sobre a atual situação das polícias Civil e Militar e elaborados propostas para melhorar a condição das polícias. Os números atuais não podem ser divulgados por uma questão de segurança, informou.
Segundo Alvino Filho, a curto prazo a Polícia Militar precisa de mais 300 homens, armas e viaturas e a Civil de mais 20 delegados, 20 escrivães e 40 investigadores. ''A cidade precisa desses homens até o final de 2003. Além disso, precisamos do efetivo funcionamento da Delegacia de Narcotráfico'', afirmou. O advogado acredita que as lideranças da comunidade é que devem pressionar para que ações objetivas no combate à violência sejam tomadas e precisam fazer o diagnóstico dos problemas de seus bairros para dizer que ações são mais necessárias.
O presidente da ONG Pés-Vermelhos, Claudemir Molina, disse que também serão desenvolvidas ações junto aos jovens sobre os perigos do uso de drogas através de palestras e campanhas, propostas de inclusão social por meio de trabalho. ''Esperamos que todos se envolvam na busca por soluções para que a situação não se torne ainda mais grave'', afirmou.