Representantes dos Conselhos de Segurança, dos Direitos Humanos, da Vara de Execuções Penais, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Pastoral Carcerária e do Ministério Público entregam hoje uma lista de reivindicações ao Secretário de Estado da Segurança Pública, José Tavares. Ele e o delegado- geral da Polícia do Paraná, Leonyl Ribeiro, estarão em Londrina para participar da entrega de credenciais a policiais em cerimônia na sede da Associação Comercial de Londrina (Acil), às 10 horas.
Entre as propostas, a principal é a conclusão da cadeia pública com algumas alterações estruturais. Ontem de manhã, uma comitiva dessas entidades vistoriou a obra e apontou falhas do projeto. Segundo o presidente do Conselho da Comunidade, Gelson Gil, a cadeia precisa de um local para encontros íntimos, cultos religiosos, a cozinha tem que ser mais próxima do refeitório assim como as celas em relação à entrada, a carceragem e a caixa de disjuntores não podem estar ligada à ala dos presos. ‘‘É a primeira vez que observamos esta planta. Sempre que o Estado constrói uma penitenciária ou delegacia, a Secretaria de Obras nunca pede colaboração dos setores realmente ligados à segurança pública’’, explicou Gil.
O juiz corregedor dos presídios, Roberto do Valle, ficou espantado com o que viu e requisitou ao presidente do Sindicato da Construção Civil, Clóvis Coelho, que transmita ao engenheiro responsável a preocupação da sociedade. ‘‘Mesmo sem essas alterações, o Estado não conseguirá concluir a cadeia até dezembro’’, previu o mestre-de-obras Vicente Antonio de Oliveira. Para Gil, ela não entrará em funcionamento antes de junho. A intenção das entidades é agilizar ao máximo o cronograma de trabalho.
Além da cadeia pública, a sociedade estará reivindicando também mais vagas nos distritos até que a obra seja concluída, assinatura do convênio entre o Estado e a OAB, criação da defensoria pública, construção de uma penitenciária industrial semi-aberta, mais recursos para a segurança em Londrina, incluindo apoio na reforma do 2º Distrito. A proposta é ampliar uma sala e readequar outras três para abrigarem mais 18 presos. Dessa forma, ele passaria a sediar o Centro Integrado de Triagem (CIT) e o plantão que hoje funcionam na 10ª Subdivisão Policial. ‘‘A mão-de-obra será da prefeitura e o material tentaremos obter com a comunidade’’, disse Gil.

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