Representantes das Instituições de Ensino Superior (IES) do Estado estiveram reunidos, ontem, no final tarde, na sede do Sindicato dos Professores de Londrina (Sindiprol). O objetivo foi fazer uma análise mais profunda sobre o projeto que trata do Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS) dos docentes e do pessoal técnico-administrativo destas instituições, enviado nesta semana à Assembléia Legislativa. Ao todo, são quatro universidades e 11 faculdades isoladas no Paraná.
Antiga reivindicação da categoria, o PCCS chegou à Assembléia Legislativa e deverá passar por três comissões da Casa (de Justiça, Educação e Orçamento) antes de ser colocado em votação. O presidente do Sindiprol, José Mário Angeli, observa que o projeto em si é bom, mas que é preciso realizar algumas alterações e esclarecer dúvidas.
Uma das dúvidas, segundo o presidente do Sindiprol, é saber se o projeto é extensivo aos aposentados. Ele explica ainda que, embora o projeto conceda um reajuste linear de 30% para toda a categoria, é preciso esclarecer se o redutor salarial continuará vigente ou deixará de existir.
José Mário destaca ainda a questão da licença sabática - a cada sete anos, o professor pode se licenciar por um semestre para fazer um curso de especialização. Segundo ele, pelo projeto, o prazo será reduzido pela metade. ‘‘É impossível para o professor fazer um curso de especialização em três meses’’, afirma o presidente do Sindiprol.
As sugestões de modificações serão levadas à Assembléia na próxima segunda-feira. ‘‘Temos a perspectiva de colocar algumas emendas no projeto’’, informa José Mário Angeli.
Atualmente, professores e funcionários de IES estão no mesmo grupo de 150 mil servidores estaduais. Na opinião de José Mário, o PCCS é uma forma da categoria estar diferenciada, mas sem perder a perspectiva do serviço público.
Os reitores das universidades estaduais e diretores das faculdades públicas também vão discutir o assunto na segunda-feira, em Curitiba. Eles se reunirão na Associação das Instituições de Ensino Superior Público (Apiesp) e, entre as mudanças propostas, está a manutenção da dedicação exclusiva como regime de trabalho.
Pela proposta do governo, a dedicação não está contemplada como regime de trabalho e sim como gratificação. ‘‘Se isso acontecer, será um retrocesso, já que esse índice não incidirá sobre nenhum outro benefício’’, explica o Coordenador de Recursos Humanos da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Antonio Benedito Guirro.

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