Entidades querem conscientizar
Enquanto procuradores brigam na Justiça para barrar a construção da Usina Mauá no Rio Tibagi, representantes da sociedade civil se empenham na conscientização da população. A irmã norte-americana Rosa Martin, que faz parte da Congregação Irmãs de Santa Cruz e presta serviços sociais na região de Telêmaco Borba, ressaltou que ainda há muita desinformação.
''Essa questão é complexa e muita gente ainda não entende. Há muita distorção em torno do que chamam de progresso e que, muitas vezes, só traz sofrimento'', afirmou. Ela destacou que ''nem 70% das comunidades atingidas por barragens têm recebido qualquer benefício a que teriam direito, porque muitas vezes não possuem o documento que comprova a posse da terra''.
Com a ajuda de organizações como o Movimento dos Atingidos por Barragens (MOB) e a Pastoral da Terra, ela espera conseguir mais adesões em defesa do Tibagi. ''Se permitirmos que construam a usina Mauá isso irá provocar um efeito-dominó em todo o rio'', alertou.
O representante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) Ariolino Alves Moraes, disse que as entidades estão buscando espaço em escolas e universidades para esclarecer as comunidades estudantis. (V.N.)





