Entidades lançam movimento para tornar Curitiba cidade mais criativa e inovadora
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terça-feira, 08 de maio de 2012
Redação FolhaWeb 
Cerca de 60 pessoas se reuniram na última segunda-feira (7) para o lançamento do Movimento Curitiba Criativa, uma iniciativa do Sistema Fecomércio/PR, Sebrae/PR e Escola de Criatividade com o objetivo de promover um debate com propostas para que a cidade reavalie seus recursos e se torne mais criativa e inovadora.
O Movimento nasce a partir da experiência bem-sucedida de revitalização do centro comercial da capital paranaense, na região que fica no entorno do prédio histórico que já abrigou o poder público municipal.
A série de encontros, que também pretendem resgatar, no decorrer de 2012, a imagem de Curitiba como referência de uma cidade inovadora, está sob a coordenação dos especialistas em Marketing Eloi Zanetti e Jean Sigel, da Escola de Criatividade.
Na primeira etapa do Movimento, que deve durar até dezembro de 2012, devem ser realizados oito encontros. A partir de junho, as reuniões serão mensais. Nessas ocasiões serão debatidos temas diferentes dentre algumas opções previamente definidas que contemplam empreendedorismo criativo, meio ambiente, segurança, cinema, moda, educação, urbanismo e arquitetura, esportes, tecnologia, turismo, música, gastronomia, artesanato, literatura.
Cada encontro será conduzido a partir de uma metodologia distinta. O objetivo é resgatar o histórico de inovação de Curitiba e fazer com que a cidade seja tida como modelo novamente.
Experiências criativas
Uma cidade criativa demanda infraestruturas que combinam modelos mentais, o modo como a cidade lida com oportunidades e problemas; as condições ambientais que ela cria para gerar um ambiente e os dispositivos que fomenta para isso, por meio de incentivos e estruturas regulatórias. Uma cidade criativa deve unir as várias ferramentas e criar uma política para o desenvolvimento, utilizando os setores culturais e criativos.
São vários os exemplos no mundo de cidades criativas. Sheffield, no Reino Unido, e Paraty, no Brasil, são dois cases de sucesso.
Na cidade inglesa, que teve sua economia devastada na década de 1980, a criação de um parque tecnológico foi fundamental para a reconstrução. Já em Paraty, poder público e privado uniram esforços e passaram a utilizar bens materiais antes inexplorados. Hoje, Paraty é modelo em turismo.


