Entidades insistem em barrar festa do Barigui
Emerson Cervi
De Curitiba
Quatro entidades contrárias a realização do Réveillon 2000, promovido pela Prefeitura de Curitiba, no parque Barigui, apresentaram ontem um novo recurso judicial ao Tribunal de Justiça do Paraná. Agora elas querem o cancelamento da decisão do Tribunal de Alçada, que manteve a legalidade do evento, e distribuição do processo a outro juiz do Tribunal de Alçada.
Na semana passada, o juiz da 1ª vara da fazenda pública de Curitiba negou pedido de liminar que impedia o evento naquele parque municipal. As entidades recorreram ao Tribunal de Alçada contra decisão em primeira instância. Na terça-feira o juiz Ronald Schulman manteve o indeferimento da liminar.
Em sua argumentação ao TJ, o advogado das entidades, Vitório Sorotiuck, afirma que o juiz Schulman deveria ter sido considerado prejudicado para analisar essa questão. É fato público e notório que o excelentíssimo juiz tem vínculos íntimos, inclusive tendo participando como advogado da campanha eleitoral de 1994 do grupo político a que se refere.
Além disso, Sorotiuck garante que os cinco itens apontados no agravo de instrumento não foram analisados por Schulman. A decisão do juiz trata de fatos e considerações extra-autos, não mencionados por nenhuma das partes, por isso pedimos a redistribuição do recurso a outro magistrado.
Os responsáveis pela organização da festa não consideram a possibilidade de transferir o local da festa. O palco para as apresentações das bandas e a infra-estrutura sanitária está instalada no parque Barigui. A polícia civil montou uma operação especial para reforçar a segurança no parque durante o evento. Serão mobilizados policiais do grupo Tigre, com equipamentos necessários para os atendimentos de emergência. Estaremos trabalhando para que a população possa se divertir, disse João Ricardo Kepps Noronha, delegado geral da Polícia Civil.





