A superlotação nos distritos policiais de Londrina foi o tema de um encontro, ontem de manhã, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), com a presença de advogados, juízes e entidades ligadas à questão carcerária e de segurança do município. Convocada pela OAB, Conselho Municipal de Segurança e Centro de Direitos Humanos (CDH), a reunião serviu para aprovar soluções que serão apresentadas ao governo do Estado. Um dos objetivos é a conclusão da Cadeia Pública.
‘‘Temos que cobrar uma maior atenção do governo do Estado para Londrina. A situação é emergencial até que a cadeia seja concluída. Estamos cansados de ouvir promessas’’, disse a diretora do Fórum, juíza Lídia Maejima. O presidente da Associação de Advogados Criminalistas (Acrilon), André Luiz Salvador, ressaltou a necessidade urgente de estruturar melhor as cadeias para atendimento jurídico – advogados não possuem sala para conversar com seus clientes.
‘‘Temos que reativar o convênio entre a OAB e o governo do Estado na assistência judiciária. Desta forma, presos condenados poderão ter seus processos agilizados e, muitos, até gozarem do direito à liberdade’’, disse o presidente da OAB, Lauro Fernando Zanetti.
Uma série de reivindicações deve ser apresentada num encontro que está sendo agendado pelo delegado-chefe da 10ª SDP, Gilson Garret Algauer, ainda esta semana com o secretário de Estado da Segurança Pública, José Tavares. O secretário esteve ontem em Brasília viabilizando recursos para a conclusão da cadeia, prevista para dezembro.
O juiz corregedor dos Presídios e da Vara de Execuções Penais (VEP), Roberto do Valle, interditou parcialmente os distritos policiais desde o início do mês, estabelecendo a transferência de presos condenados. A VEP transferiu ou soltou 181 detentos, deixando os distritos com três vagas até a manhã de ontem.
Após quase duas horas de discussão, ficou acertado que, amanhã, uma comissão visitará as obras da cadeia para apurar denúncias de falhas estruturais e técnicas. Eles pretendem verificar a situação da obra, com a presença do presidente do Sindicato da Construção Civil de Londrina (Sinduscon), Clóvis Coelho, para depois apresentar sugestões de alteração, antes da conclusão, ao governo do Estado.
Em seguida, esta comissão deve visitar o 2º Distrito Policial, na zona leste, para verificar se as estruturas atuais permitem reformas para ampliação de mais três celas (capacidade de 18 presos), e a transferência do Centro Integrado de Triagem (CIT) da Polícia Militar, instalado na 10ª Subdivisão Policial. O 2ºDP registrou três fugas este ano.

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