Entidades estão preocupadas
em manter critérios técnicos
A preocupação das entidades, com o Relatório de Impacto Ambiental e Urbano (Riau), é garantir que os critérios técnicos – com estudos de uma equipe multidisciplinar formada por engenheiro, arquiteto, geógrafo e economista – não sejam abandonados em caso de mudança de zoneamento. Luís Paulo Bombassaro, primeiro-secretário do Crea, observa que, quando o Plano Diretor define uma rua como residencial, por exemplo, diversas situações são previstas: a disponibilidade de água, energia elétrica, fluxo de veículos, sinalização, ruído e poluição, entre outros itens.
Se essa mesma rua, de uma hora para outra e sem qualquer critério, passa a ser comercial ou industrial, os problemas fatalmente vão aparecer: o asfalto, por exemplo, que foi construído de acordo com uma demanda prevista, pode começar a rachar com o aumento de veículos ou tráfego de caminhões; água e luz, pelos mesmos motivos, podem começar a apresentar quedas no abastecimento; o trânsito pode ficar caótico, etc.
‘‘Essas situações impactantes têm que ser analisadas e o Riau é o instrumento para isso’’, pondera Clóvis Coelho. Ele observa que, dependendo do caso, pode-se até concluir pela flexibilização do número de profissionais que elaboram o relatório, o que diminuiria os custos. Isso desde que os critérios técnicos não sejam esquecidos. ‘‘Londrina hoje é uma metrópole e precisa ter um crescimento ordenado’’, defende.
O vereador Adalberto Pereira (PFL), autor do projeto que extingue o artigo 21 do Plano Diretor, revelou ontem que apresentou o projeto justamente para provocar a discussão na sociedade. Ele disse considerar que não é justo uma comunidade, que quer promover uma alteração de zoneamento no bairro, ter que pagar pelo relatório. ‘‘Quem tem que pagar é o poder público’’, destaca. ‘‘Mas não sou contra o Riau. Acho que é um documento importante.’’ (L.H.)

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