Entidades e empresários se unem para recuperar Museu
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 14 de março de 1997
Adriana De Cunto 
Milton DóriaAjudaCerimônia de doação feita pelos médicos nikkeis: ajuda para pagar parte das vitrines do prédio O Museu Histórico Padre Carlos Weiss recebeu ontem uma contribuição dos médicos nikkeys de Londrina para as suas obras de revitalização. A entidade Nikkey-Med doou R$ 500,00 para a Sociedade Amigos do Museu. Os recursos serão utilizados para pagar parte das vitrines a serem instaladas no prédio, após a conclusão da reforma. O objetivo da administração do Padre Carlos Weiss é terminar a revitalização não só do prédio histórico, mas de todo espaço ao redor - incluindo os jardins -, até o final do ano.
A ajuda dos médicos nikkeys vem engrossar a lista das 29 doações feitas não só por londrinenses, mas por várias empresas paranaenses e até mesmo de outros Estados, visando a revitalização do Padre Carlos Weiss. Segundo a diretora do Museu, Conceição Aparecida Duarte Geraldo, toda a reforma está sendo custeada através de doações, tanto da iniciativa privada quanto de órgãos do Governo Estadual.
Até mesmo a assessoria técnica feita pela professora doutora Maria Cristina Bruno, da Universidade de São Paulo (USP), foi patrocinada pela Antartica. Ela é um dos três doutores brasileiros em Museologia e esteve em Londrina no ano passado, fazendo um estudo sobre o Museu Padre Carlos Weiss.
Foi a partir deste relatório que Conceição Geraldo e mais duas funcionárias - Elaine Aparecida Garcia, técnica em assuntos culturais, e Marina Zuleika Scalassara, museóloga - se debruçaram durante três meses para criar o plano diretor do Museu Histórico Padre Carlos Weiss. O projeto faz uma radiografia da instituição e estabelece um plano de trabalho de cada setor. Também propõe a informatização do acervo para melhorar o processamento técnico e o atendimento ao público, além de estabelecer metas a curto e médio prazo vinculadas à revitalização.
Várias etapas já foram cumpridas, comenta Conceição Geraldo. O projeto arquitetônico foi feito pelos arquitetos José Carlos Zani e Sandra Whiby, através do patrocínio do Colégio Maxi. A escola também financiou o serviço do engenheiro civil Edvaner Consalter. A equipe técnica é da Secretaria Municipal de Obras e da prefeitura do campus universitário da UEL.
Quase todo o material de construção foi doado por empresas privadas. Desde o piso à pintura do prédio, que será feita pelas Tintas Ipiranga, de São Paulo. Conceição Geraldo explica que, após a conclusão da reforma, uma equipe de especialistas da Ipiranga virá a Londrina para fazer um estudo e selecionar a pintura a partir das cores originais. Nada vai ser feito aleatoriamente, ressalta a diretora.
Outro passo importante do Plano Diretor, observa Conceição Geraldo, foi a contagem de todas as peças do Museu e a classificação dos objetos em categoria, seguindo as normas do Thesaurus (que regulamenta os acervos de museus). O trabalho revelou que o Padre Carlos Weiss possui um acervo de 409.254 peças - até o ano passado, já que este ano outras doações foram realizadas.
Após a conclusão da reforma, todo o acervo histórico será mostrado, garante Conceição Geraldo. É uma falta de respeito para o doador deixar as peças guardadas, diz. Ela explica que os objetos que vão ficar em exposição permanente devem ser instalados na galeria histórica, que está sendo construída onde fica o auditório do museu.
Além da galeria histórica, serão feitos, na parte inferior do prédio, uma sala de multimeios com capacidade para receber 50 pessoas, loja para venda de souvenirs do museu e uma cafeteria. Na parte superior, outra novidade: a criação do Espaço Cultural do Pioneiro - um local para encontro, reuniões e homenagens.
Para concluir o projeto de revitalização, a Sociedade Amigos do Museu tenta conseguir patrocínio para fabricação das vitrines que vão abrigar o acervo histório - calculado em R$ 35 mil - , para o projeto elétrico - R$ 6 mil -, compra das grades que vão cercar o prédio e o jardim (sem orçamento) e cimento para assentar o piso da plataforma, saguão e varandas.
Conceição Geraldo faz questão de nominar todas as empresas que já ajudaram na reforma: Colégio Maxi, Vitae, UEL, Antartica, Hotel Bourbon, Funarte, Banco Regional de Desenvolvimento Econômico, Banestado, Tintas Ipiranga, Vidraçaria Guaporé, Prefeitura Municipal de Londrina, Tecnogran do Brasil, Editora Branco & Preto, IBC, Câmara Municipal de Londrina, Fórum, PCU/Marcenaria, Associação Comercial e Industrial de Londrina, Líberi-Mídia Digital e Nikkey-Med.
Estavam presentes na cerimônia de doação da Nikkey-Med, os médicos Paulino Matsuzaki - presidente da entidade -, Leda Kajimoto, Toshio Igaraski e o vereador Roberto Kanashiro, além de conselheiros e do presidente da Sociedade Amigos do Museu, Alceu Ferraz. Matsuzaki comenta que a Nikkey-Med existe há 23 anos com a finalidade de promover ações beneficentes.


