Entidades debatem hidrelétricas
Representantes da Universidade Estadual de Londrina, Universidade Estadual de Maringá, Associação do Projeto de Educação do Assalariado Rural Temporário (Apeart) e Comissão Pastoral da Terra (CPT) estiveram reunidos ontem com o promotor de Justiça de Uraí (26 km a oeste de Cornélio Procópio), José Roberto Manchini, debatendo estratégias para evitar que a Copel construa quatro hidrelétricas no Rio Tibagi.
Esta primeira reunião foi preparatória para a que acontecerá no dia 20 de fevereiro, em Jataizinho, onde estarão reunidos com a comunidade indígena afetada pelas represas, proprietários rurais e ministério público. A Copel tem projeto para construir quatro usinas hidrelétricas: a Jataizinho, em Jataizinho, a Cebolão, em Assaí, a São Jerônimo, em São Jerônimo da Serra e Mauá, próximo a Ortigueira. Outras três hidrelétricas estão em estudo.
O promotor José Manchini informou que geólogos, biólogos e arqueólogos apresentaram um esboço dos prejuízos que as hidrelétricas irão causar ao meio ambiente. Eles devem me entregar documentos para complementar o inquérito civil que impetrei contra a Copel no primeiro semestre, comentou. Queremos discutir com a comunidade os impactos ambientais que estas hidrelétricas irão causar e quais as medidas judiciais que devemos adotar para impedir a construção delas, ressaltou. Atualmente a Copel já entregou ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Ibama), o estudo de impacto ambiental das hidrelétricas para serem analisados. Com a aprovação deste estudo, a Copel está praticamente autorizada a iniciar as obras das barragens.Arquivo FolhaEm andamentoO Rio Tibagi pode ter quatro hidrelétricas, segundo projetos da Copel; outras três estão sendo estudadasAlexandre Sanches





