Entidades de Londrina questionam mudança
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sexta-feira, 10 de novembro de 2000
Betânia Rodrigues De Londrina 
Entidades ligadas ao sistema penitenciário em Londrina pretendem se reunir na próxima semana com o diretor da Coordenadoria Penitenciária (Copen), Pedro Marcondes, e com o juiz corregedor de presídios, Roberto do Valle, para expor a insatisfação com a transferência da administração das penitenciárias da Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania para a Secretaria de Estado da Segurança Pública.
O encontro ainda não foi agendado e deverá contar com a participação de representantes da Comissão de Direitos Humanos, Comissão de Justiça da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Pastoral Carcerária e Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário do Paraná (Sinssp).
O advogado Jorge Custódio Ferreira, da Comissão de Justiça da OAB e da CDH, teme que a alteração de poder sobre o sistema penitenciário prejudique a linha de trabalho de humanização e ressocialização dos detentos. O agente e delegado sindical, Jarbas Cesar Palhano, diz que a maior preocupação da categoria é a transformação das penitenciárias numa extensão dos distritos.
Segundo ele, isso significaria a superlotação e a convivência de presos sentenciados com outros ainda sem julgamento. O ideal seria a criação de uma Secretaria de Assuntos Penitenciários, sugeriu.
As entidades também vão solicitar à direção da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) a formação de um grupo de trabalho permanente para avaliar e discutir o sistema; a viabilização de terapia para os funcionários; a elaboração de uma cartilha sobre direitos humanos e lei de execução penal; melhoria nas condições de trabalho (atendimento médico, alojamento, etc); o descontentamento com a prática de indicação política para a direção da PEL; cursos de reciclagem e estágios para agentes e técnicos em estabelecimentos prisionais modelo; e apuração das denúncias de espancamento dos presos da PEL durante a repressão da tentativa de fuga no dia 19 de outubro.


