Representantes de cinco conselhos regionais e 32 conselhos de saúde de bairros de Londrina, associações de moradores, Federação das Associações de Moradores, sindicatos, pastorais da Igreja, Comissão de Saúde do Centro de Direitos Humanos (CDH) e de outras entidades reúnem-se hoje para discutir a crise da saúde.
A reunião será às 18 horas, no salão da Pastoral da Criança, que fica na esquina da Rua Maragogipe com a Avenida Leste-Oeste (área central) e deve discutir principalmente a reativação do Hospital Londrina (antigo hospital da Golden Cross, em Cambé) e a crise do Conselho Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema (Cismepar).
De acordo com Angélica de Souza, do Conselho Regional de Saúde da Zona Oeste, as entidades decidiram realizar pelo menos um ato por mês para reivindicar a reativação do Hospital Londrina. ‘‘A crise do Cismepar entrou na pauta porque é uma questão muito preocupante e precisa ser resolvida’’, destacou Angélica, acrescentando que a notícia de que o conselho e o governo do Estado chegaram a um acordo não está esclarecida. ‘‘Na dúvida, vamos nos mobilizar. Afinal, o Cismepar já anunciou a a redução dos serviços prestados’’.
Angélica destacou ainda que a crise do Cismepar já traz consequências negativas para a população. ‘‘Há casos de cirurgias eletivas marcadas desde novembro e ainda não realizadas. Certamente isso está ocorrendo porque o Cismepar já está reduzindo os serviços prestados nos hospitais da Zona Norte e da Zona Sul’’, enfatizou. ‘‘Precisamos nos mobilizar para garantir pelo menos o mínimo direito à saúde’’, acrescentou, apresentando preocupação também com o risco de estabelecimento de plantões alternados em o HZN e o HZS.
A Folha não conseguiu detalhes sobre o acordo anunciado na noite de anteontem pelo presidente do Cismepar e prefeito de Primeiro de Maio, Paulo Todero. A assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Saúde disse não ter conseguido contato com o secretário Armando Raggio, que está no Litoral acompanhado o combate à cólera.

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