Cerca de 60 brasileiros, argentinos e paraguaios ligados à entidades de assistência e proteção aos adolescentes participaram ontem, em Foz do Iguaçu, de um curso sobre causas e consequências do tráfico de mulheres e turismo sexual. O município é apontado como rota do crime no Paraná em virtude da fronteira com o Paraguai e a Argentina.
A coordenadora do curso ‘‘Chame’’ (Centro Humanitário de Apoio a Mulher) – um projeto de extensão da UFBA (Universidade Federal de Bahia) –, Jaqueline Leite, disse à Folha ter recebido informações de tráfico de meninas e meninos na cidade paras as cidades fronteiriças, como Ciudad del Este, no Paraguai, e Puerto Iguazú, na Argentina.
Na opinião dela, o número de visitantes estrangeiros que passa na cidade pode influenciar a prática. ‘‘Esses turistas incentivam as mulheres a se prostituirem no exterior. Muitos deles, a maioria homens de países ricos, vêm para o Brasil com o objetivo específico de aventuras eróticas com mulheres’’, afirmou.

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