Entidades de Cascavel reclamam de morosidade
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2002
Gilmar Agassi Equipe da Folha 
Cascavel - A morosidade no processo de negociação entre grevistas e governo estadual está tirando a paciência da sociedade organizada em Cascavel. Os vereadores e a Sociedade Rural do Oeste aprovaram um manifesto contrário ao movimento que deverá ser enviado ao governador Jaime Lerner (PFL). A Associação dos Municípios do Oeste (Amop) também está se mobilizando no sentido de buscar uma solução para o impasse.
Para justificar o manifesto, os vereadores lembraram aos grevistas que até agora nenhuma das partes se preocupou em ver o direito dos estudantes e da sociedade em geral, que em mais de cinco meses de paralisação amarga prejuízos sem ter a quem recorrer.
Os vereadores reconhecem o direito à greve, mas lembram aos professores e funcionários que suas reivindicações já superaram a linha de apoio da sociedade, que reclama a volta ao trabalho e a reposição das aulas.
Já o presidente da Sociedade Rural, Valdir Lazarini, disse que a greve das já ultrapassa o limite do tolerável numa sociedade democrática e pede que o governo acione os instrumentos legais para reestabelecer a normalidade. É inconcebível que uma estrutura seja mantida com o suor de seu povo, oferecendo-lhe em troca, a afronta do ócio remunerado, declarou.
No manifesto enviado à Curitiba, Larazini expressa o espírito de apreensão e revolta reinante em nossa comunidade regional, ante a paralisação de nossas universidades estaduais.
O presidente da Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (Amop), Luiz Ernesto de Giacometti, reuniu-se com o reitor da Unioeste, Wilson Scuissati. Giacometti colocou a pré-disposição da Amop em mediar para que a paralisação tenha seu fim. E também para que o projeto de autonomia seja debatido tecnicamente, antes da votação pela Assembléia Legislativa. A sociedade está cansada e quer o fim do impasse. E nós vamos tentar contribuir para isso, afirmou.


