Os clubes de serviço Rotary e Lions estão se unindo para reunir propostas de combate à criminalidade em Londrina. Ontem, na Redação da Folha, quatro representantes das duas entidades afirmaram que a cidade precisa de medidas práticas e imediatas para ''reduzir a violência a níveis aceitáveis''.
O presidente do Rotary Club Londrina Norte, José Machado Botelho, explica que, além de congregar idéias da sociedade civil para o problema da criminalidade, os dois clubes querem servir como facilitadores na execução de ações. ''Podemos, por exemplo, criar uma central de queixas. Hoje muitos cidadãos deixam de registrar ocorrências porque não querem perder horas na delegacia e acham que não adianta nada'', ilustrou.
Uma das propostas dos clubes é adaptar à realidade londrinense ações de segurança pública que tiveram sucesso em outros municípios. Os representantes destacaram a experiência de Diadema, na Região Metropolitana de São Paulo, que conseguiu reduzir a criminalidade em quase 70% calcada no tripé Guarda Civil Municipal, Conselho Municipal de Segurança e Lei Seca. Sobre a recusa já declarada do prefeito Nedson Micheleti (PT) em implantar a guarda municipal, o grupo afirmou que ''é preciso retomar as discussões''.
A iniciativa dos dois clubes se soma à mobilização de 32 entidades de Londrina contra a violência na cidade, anunciada na semana passada. Na próxima quinta-feira, representantes de todas entidades comerciantes, médicos, advogados e agricultores, entre outros irão se reunir às 18 horas, na sede do Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina (Ceal), para debater sobre segurança pública.

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