Entidades assistenciais querem isenção de taxas
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sexta-feira, 23 de março de 2001
Lucinéia ParraDe Maringá 
Entidades assistenciais de Maringá estão preocupadas com a determinação da prefeitura em cobrar taxas municipais que até o ano passado eram isentas. A cobrança foi lançada nos carnês do Imposto Predial, Territorial e Urbano (IPTU) deste ano, mas a maioria das entidades já devolveu os bloquetos pedindo a isenção das taxas.
De acordo com o secretário de Fazenda de Maringá, Ênio Verri, a prefeitura está apenas cumprindo a lei municipal 268/2000, aprovada em dezembro do ano passado. A lei municipal, explica Verri, é clara ao prever que as entidades assistenciais sem fins lucrativos só ficam isentas do IPTU. O artigo II da lei prevê que todas as demais taxas municipais devem ser cobradas pelo município, diz Verri. Ele salienta que a lei municipal está embasada na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) que proíbe o município de abrir mão de qualquer receita sem ter outra fonte de arrecadação.
Por enquanto só tenho a dizer que estamos cumprindo uma lei que foi aprovada ano passado, afirma Verri. No entanto, por se tratar de entidades assistenciais, o secretário disse que pretende se reunir com o prefeito José Claudio Pereira Neto (PT) e com os assessores jurídicos da prefeitura para uma discussão sobre o assunto. Se for possível reverter essa situação e se o prefeito entender que isso será necessário, vamos fazer as alterações, garantiu.
Para a presidente da Associação das Pessoas Deficientes de Maringá (Apedem), Irene Fermino da Rocha, a cobrança pode prejudicar a contribuição dos voluntários. A gente luta para ajudar as pessoas e a comunidade contribui muito, mas se a prefeitura também não colaborar daqui a pouco ninguém mais vai ajudar a entidade, reclamou. Segundo ela, a associação não tem condições de pagar os tributos municipais. É muito difícil manter a entidade e se tivermos que pagar mais impostos será quase impossível.
Já estamos sem receber o Fundo Municipal das Associações Assistenciais desde dezembro do ano passado. Não temos como pagar estas taxas, diz o presidente da Associação Norte Paranaense de Reabilitação (ANPR), José Marcílio Quinalha. Ele não soube informar o valor da taxa cobrada. Nem vi o carnê porque, como é feito todo ano, a administração da entidade já preencheu o cadastro solicitando a isenção dos tributos e o carnê foi anexado ao processo, disse.


