Representantes da sociedade civil organizada ameaçam retirar o apoio à greve dos servidores e professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL), caso eles não dêem uma trégua à paralisação. Ontem pela manhã, durante uma reunião com o reitor Pedro Gordan, lideranças cobraram uma ação mais dura da administração contra os grevistas.
Com o objetivo de buscar soluções para o impasse, a sociedade civil marcou uma reunião para hoje, às 17 horas, na Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil). Membros do Conselho Universitário (órgão máximo da instituição) e representantes dos sindicatos da UEL foram convidados. O promotor de Defesa do Patrimônio Público, Bruno Galatti, também foi chamado e deve participar da discussão.
A greve, que já dura 109 dias, na opinião do presidente da Câmara de Vereadores, Tercílio Turini (PSDB), está provocando um grave prejuízo não só à instituição mas para toda a cidade. A continuidade das reivindicações para o vereador precisa de novas estratégias. ‘‘Mesmo entendendo e considerando justa a reivindicação, o movimento já chegou ao seu limite.’’
Para Turini, apesar de considerar ‘‘frágil’’ a credibilidade do governador Jaime Lerner (PFL), os grevistas deveriam retomar as atividades até fevereiro ou março, quando o governo promete o anúncio do índice de rejuste. Nessa data, segundo ele, toda a sociedade poderia participar das negociações para garantir o cumprimento da promessa.
O vice-presidente industrial da Acil e representante da entidade no conselho, David Dequech Neto, não acredita que o conselho possa apresentar uma solução para pôr fim à greve. Na sua opinião, o Conselho Universitário é o responsável pelo movimento ‘‘ter chegado onde chegou’’, quando suspendeu o controle do cartão-ponto e a realização do vestibular.
O representante do Movimento pela Moralização na Administração Pública de Londrina, Valter Orsi, afirmou que o movimento está ‘‘matando pessoas humildes’’, referindo-se às consultas e atendimentos que não estão sendo realizados pelo Hospital Universitário. O Movimento da Moralização, afirmou, não estava participando das negociações. Mas ele pretende convocar o grupo para que avalie a greve e apresente sugestões.

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