Independente da ação da Petrobras, a Associação de Defesa do Meio Ambiente de Araucária (Amar) vem atuando de maneira voluntária na recuperação do manancial do Iguaçu. A entidade foi uma das poucas que não quis aceitar e nem pleiteou os recursos da estatal para ajudar na limpeza de animais sujos com óleo e da flora local.
A ação voluntária é feita em paralelo ao trabalho contratado pela refinaria, que vem sendo coordenado pela empresa ambiental Ecoplan, ligada ao deputado federal Luciano Pizatto (PFL). A Amar disponibiliza profissionais, que dedicam parte de seu dia para ajudar recuperar o que foi degradado com o vazamento, semana passada, de quatro milhões de petróleo.
De acordo com a presidente da associação, Lídia Lucaski, a entidade tem como prioridade a recuperação da região. ‘‘Não queremos dinheiro, queremos resolver o problema’’, afirmou.
A Amar foi a primeira entidade a questionar a estrutura da Petrobras para conter o vazamento de óleo. Na sexta-feira, a associação recorreu à Justiça, ingressando com uma ação civil pública pedindo a suspensão da licença de operação da refinaria. Além disso, está sendo pedido um ressarcimento por dano moral.
A presidente da entidade alertou, em uma nota divulgada na semana passada, que a região sofre risco de contaminação. Lídia Lucaski considera que o óleo bruto ainda não está sob controle. O produto está acumulado nas várzeas próximas da refinaria. O medo da Associação de Araucária é que este petróleo escorra e seja despejado nos rios Barigui e Iguaçu.

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