Depois que foi divulgada a informação de que o Melvi havia sido interditado pela Justiça, o chefe da assessoria jurídica do Instituto de Assistência Social do Paraná (Iasp), Tarso Cabral Violin, refez um pedido de devolução da kombi que havia sido cedida à entidade em julho de 2002. Um primeiro pedido já havia sido oficiado em fevereiro deste ano. Caso a entidade não faça a devolução do veículo dentro de três dias, o Iasp poderá entrar com uma medida judicial de reintegração de posse.
A kombi foi comprada com recursos do Serviço de Loterias do Paraná (Serlopar) e, segundo o Iasp - baseado em informações contidas no contrato de cessão -, só poderia ser utilizada por entidades que atendem exclusivamente crianças e adolescentes. A situação de outras 63 kombis também está sendo levantada pelo Instituto em conjunto com a Secretaria Estadual do Trabalho, Emprego e Promoção Social. Pelo menos 10 entidades já tiveram que devolver os veículos, que estariam sendo usados indevidamente.
De acordo com o presidente do Melvi, pastor Claudionor Rodrigues, o próprio secretário estadual do Trabalho, Emprego e Promoção Social, padre Roque Zimmermann, teria telefonado em fevereiro garantindo que a Kombi poderia continuar com a entidade. ''Quando fizeram a entrega do veículo disseram que poderíamos usá-la por tempo indeterminado, até quando continuasse existindo a entidade. Se fizeram alguma coisa errada, eles (o governo passado e o atual) que resolvam'', criticou Rodrigues.
A assessoria de imprensa do secretário confirmou a conversa, mas disse que ele não teria feito nenhuma promessa.

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