O novo Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Município de Curitiba (IPMC) não foi bem recebido pelos sindicatos de servidores municipais. As duas principais instituições, sindicato dos professores municipais e a dos servidores públicos se posicionaram contrário ao projeto apresentado anteontem pelo prefeito Cassio Taniguchi. Por isso, pretendem pedir alterações na proposta, além de maior explicação sobre as mudanças.
‘‘O prefeito quer convocar os servidores para assinarem seu projeto de saúde privada e, além disso, vai apresentar o projeto na câmara sem um debate amplo’’, afirma a diretora do sindicato do professores, Josete Dubiaski. Mas o líder do governo na Câmara Municipal, vereador Mário Celso, refuta esta afirmação, acrescentando que o projeto ainda está em discussão. ‘‘As queixas dos sindicatos representam uma minoria da população’’, diz.
Para o vereador Tadeu Veneri, líder do PT na Câmara, o problema é que até o momento o governo não apresentou o estudo atuarial. Pelo que foi apresentado pelo prefeito, o IPMC ficaria com 64,32% dos recursos das contribuições pagas pelos servidores e município.
O vereador diz que as mudanças previstas no projeto transformam o IPMC numa organização social. Mas a prefeitura informou que o instituto será criado por uma lei específica e seu funcionamento estará vinculado à Secretaria Municipal de Recursos Humanos e sujeito ao controle do Tribunal de Contas, Câmara Municipal e de auditoria externa.

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