Curitiba - Apesar da importância, os cuidados paliativos com doentes em fase terminal ou degenerativa ainda não têm status de especialidade médica no Brasil. Quem se interessa pela área precisa procurar cursos fora do País. ''Os médicos saem da faculdade querendo curar, e essa é uma área para quem quer tratar, mesmo quando não há chance de cura'', avalia o oncologista Roberto Bettega, diretor científico da Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP).
A academia quer estimular a criação de cursos de cuidados paliativos no Brasil. ''Hoje já há equipes nos hospitais públicos, mas faltam oportunidades de formação'', diz Bettega. Segundo o médico, a ANCP tem promovido encontros em todo o País como forma de divulgar a área. ''Com o aumento da expectativa de vida e o desenvolvimento de novos tratamentos, essa será uma área de atuação que irá crescer muito'', prevê.
Segundo Bettega, o estudante de Medicina que se interessar por esse tipo de atuação deve ''correr atrás''. ''Em geral, o profissional se especializa em outra área e complementa os estudos em cuidados paliativos fora do País'', conta. O próprio médico fez esse caminho. Especialista no assunto há dez anos, Bettega é oncologista, mas foi para a Argentina e para a Inglaterra para aprender como lidar com pacientes terminais. (R.C.F.)

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