Emerson Gonçalves
Especial para a Folha
De Curitiba
A poluição sonora, em especial, o barulho produzido por danceterias e bares, bem como formas de controle ou erradicação dos sons que extrapolam a qualidade de vida. Esta será a pauta da reunião que a Associação de Defesa do Direito ao Silêncio (Adds) realizará na que ocorre na terça-feira, no Hotel Victoria Ville, em Curitiba.
Para o encontro, a associação espera contar com as presenças dos secretários municipais de Meio Ambiente, Sergio Tocchio, e Urbanismo, Carlos Alberto Carvalho, além de vereadores e advogados. A intenção da ONG é criar um efeito multiplicador em torno do ‘‘direito ao silêncio’’. Além de encontros, a intenção da entidade é fazer uma ampla campanha de divulgação através de outdoors e a criação de uma home-page específica.
A organização não-governamental curitibana, criada há três anos, defende, entre outros aspectos, a criação de ‘‘pólos de diversão’’, longe das áreas residênciais e comerciais. ‘‘O que percebemos é um desrespeito ao que está previsto tanto no Código Civil, quanto a legislação municipal (Lei 8583/95) que dispõe sobre os níveis de ruídos urbanos permitidos’’, comenta o presidente da entidade, jornalista José Aparecido Fiori.
Ele diz também que na Itália existe um projeto de lei que prevê que os bares e boates toquem apenas ritmos mais suaves no período noturno. ‘‘Uma de nossas propostas é que as danceterias próximas a casas e apartamentos e que começam a tocar à meia-noite executem ritmos mais agradáveis e não heavy-metal ou pagodões desvairados como é muito comum’’, completa Fiori.
A prefeitura de Curitiba estabelece limites de intensidade sonora que giram em torno de no mínimo 45 e 70 decibéis dependendo do horário e da região. Em todas as zonas residênciais da cidade, por exemplo, os limites estabelecidos são 55 dB(A) durante a manhã, 50 dB(A) no período da tarde e 45 dB(A) à noite.

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